22/03/2004 22:40
É muito legal tocar soul, funk e grooves em geral. Realmente, dar aquela marcadinha no ritmo, sentir o quanto a guitarra acrescenta em suingue à música é sensacional.
MAS TOCAR ROCK te dá uma sensação mágica. O poder de fazer barulho, sentir-se um gigante sonoro, pisoteando a pobre terra dos tímpanos alheios, esmagar todos os limites com o simples dedilhar de alguns dedos.
Mas não é essa a melhor sensação: a melhor sensação é quando você olha seus colegas de banda e vê que, a despeito de suas diferenças em personalidade, de frequentarem universos diferentes, naquele momento vocês estão tocando a mesma música. Não é simplesmente tocar as mesmas notas, o ritmo certo, a melodia certa. Não é só o certo. O momento, a soma, o encontro, a sincronia, existe algo mais que é tudo isso junto - uma gestalt, talvez - que é o verdadeiro momento de fazer música.
Não sou, nunca fui, e espero um dia ser, um músico que escreve suas obras sozinho e leva as partituras, mais tarde, para o grupo executar com perfeição, nota por nota, exatamente tudo como o autor planejou. Isto deve ser muito legal.
Mas não é a sensação de criar juntos. De ouvir o baterista batendo e se debatendo para tornar mastodôntica aquela sua harmonia melodia e linha que você e o baixista estão espancando.
Eu entendo os punks, entendo a atitude de "banda de garagem" - que, aqui no Brasil, na melhor das hipóteses é banda do quarto do baterista. Existe uma energia - ou melhor, uma sinergia - no trabalho em grupo que é insubstituível.
Sexo, amor e rock n roll para todos!
enviada por Pedro, o Alquimista
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