Alquimista Mundano

28/01/2004 01:39
BOTA PRA FORA

O coração as vezes vira cofre, mas devia ser lanterna. Mera redoma transparente para guardar uma chama que sinaliza nossa presença e ilumina o caminho para os amigos e amados na longa noite. A vida é uma longa noite, um andar meio perdido, quase tateando, por essas árvores altas que não nos deixam ver o céu, até que encontramos uma clareira e vemos o firmamento pintado de estrelas. Nem Van Gogh mostrou o firmamento tão bonito quanto ele é, na verdade, longe das cidades.

Desfazer o cofre, desatar o nó, botar para fora aquilo que pesa, que precisa ser dito. Dar o amor e não esperar nada em troca - somente ser ouvido.

Vivo, em relação a uma pessoa especial, o tipo de amor mais estranho que eu consigo imaginar: um amor completo, mas cuja premissa é que ele não mais seja consumado. Já foi o tempo para isso. Agora, a distância é fundamental neste amor. Juntos, tudo estava indo em direção à aspereza e ao frio. Agora, distante, posso sentir amor. Eu - e agora ela - sabemos disso. Bastou um pouco de coragem de contar para ela.

É estranho compartilhar isso com vocês, mas sei lá, se isso puder inspirar vocês a dizerem para alguém especial algo que vocês, por algum motivo mais ou menos besta, não falaram ainda, então eu terei feito algo mais do que simplesmente relatar minhas historinhas.

Coragem e persistência (para todos nós).
enviada por Pedro, o Alquimista






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