Alquimista Mundano

06/04/2004 11:58
Galera.

O Blig não está lá muito legal.

Vou criar um blog novo, assim que eu souber, aviso todos vocês.

Beijo na testa,

- PP
enviada por Pedro, o Alquimista



27/03/2004 20:19
Coisas engraçadas.

Pelo volume de fotos postadas, tive que excluir definitivamente meu antigo "blig". Ele já havia sido abandonado, mas excluí-lo levou a um momento de velório que eu não esperava. Derramo lágrimas incolores pelo falecimento definitivo daquele bando de bits e bytes.

Agora, as boas notícias. TOQUEI HOJE! E não estou dizendo aqui em casa, eu comigo mesmo e meus utensílios musicais. Tampouco me refiro a um ensaio legal com a galera. Não. DEMOS UM SHOW, HOJE! E, modéstia a parte, foi maneiríssimo. Errei pouco, e o pouco que errei foi imperceptível. E o que eu acertei... sai de baixo! Me senti um verdadeiro "guitar hero", com minha camisa de oncinha, lencinho no pulso e lenções pendurados na guitarra! Algo como um Slash ou Joe Perry dos pobres!

Sensacional!

Para completar, ontem fui chamado para fazer backing vocals no primeiro disco do guitarrista e cantor BOMENY. Não sei se ele já tem site, só sei que... bom, vamos contar como é.

Estava tudo agendado para as 14:00. Eu não conhecia nenhuma das músicas. Encontrei o estúdio, no fundo de uma galeria ligeiramente tosca, em meio a salões de beleza de 3a categoria e lanchonetes cujos lanches são tão novos quanto a pirâmide de Gizé. Entrei no estúdio e começamos a passar a primeira das músicas. O meu vocal era consideravelmente agudo, e as notas deviam ser sustentadas. Isto quer dizer que eu tinha que tomar um fôlego um pouco maior que um levantador de peso olímpico. Várias tentativas depois, acertei o vocal.

Ah, porque tem isso. Você erra, o cara desgrava o trecho cantado. Como é tudo feito por computador, você pode apagar apenas os detalhes errados, e cantar de novo.

Para dar um efeito de coro, fizemos o procedimento conhecido como "dobra". Eu canto duas vezes a mesma coisa, e o técnico de som grava e sobrepõe as duas. Resultado: parece que tem dois Pedros na gravação. Nem a Dolly conseguiu ser tão boa!

Eu mesmo reparava quando a gravação ficava ruim... havia uma música na qual eu não conseguia acertar o ritmo de jeito nenhum, mas insisti várias vezes sem entregar os pontos. Valeu a pena!
No final encaixou certinho, e acho que minha voz vai acrescentar um colorido ao disco do Bomeny. Em tempo: ele toca um rock muito honesto, inspirado em Rolling Stones e Barão Vermelho, mas que, por isso mesmo, é muito "seco". Minha voz deu uma "molhada" no som.
E olha que eu nem estava babando.



enviada por Pedro, o Alquimista



22/03/2004 22:40
É muito legal tocar soul, funk e grooves em geral. Realmente, dar aquela marcadinha no ritmo, sentir o quanto a guitarra acrescenta em suingue à música é sensacional.

MAS TOCAR ROCK te dá uma sensação mágica. O poder de fazer barulho, sentir-se um gigante sonoro, pisoteando a pobre terra dos tímpanos alheios, esmagar todos os limites com o simples dedilhar de alguns dedos.

Mas não é essa a melhor sensação: a melhor sensação é quando você olha seus colegas de banda e vê que, a despeito de suas diferenças em personalidade, de frequentarem universos diferentes, naquele momento vocês estão tocando a mesma música. Não é simplesmente tocar as mesmas notas, o ritmo certo, a melodia certa. Não é só o certo. O momento, a soma, o encontro, a sincronia, existe algo mais que é tudo isso junto - uma gestalt, talvez - que é o verdadeiro momento de fazer música.

Não sou, nunca fui, e espero um dia ser, um músico que escreve suas obras sozinho e leva as partituras, mais tarde, para o grupo executar com perfeição, nota por nota, exatamente tudo como o autor planejou. Isto deve ser muito legal.

Mas não é a sensação de criar juntos. De ouvir o baterista batendo e se debatendo para tornar mastodôntica aquela sua harmonia melodia e linha que você e o baixista estão espancando.

Eu entendo os punks, entendo a atitude de "banda de garagem" - que, aqui no Brasil, na melhor das hipóteses é banda do quarto do baterista. Existe uma energia - ou melhor, uma sinergia - no trabalho em grupo que é insubstituível.

Sexo, amor e rock n roll para todos!
enviada por Pedro, o Alquimista



18/03/2004 15:35
PREGUIÇA

Eu entendo porque Tomás de Aquino botou preguiça entre os pecados capitais. Há tanto para fazer, tanto para ver, agir, etc... e essa coisa debilóide, imbecil, tola fica nos prendendo, impedindo de irmos a frente.

Pelo menos meu trabalho de hoje eu já fiz. Em parte. Agora vou tirar uma soneca. ;)

zzzzzzzzzzzzzzzzzzzz...
enviada por Pedro, o Alquimista



12/03/2004 01:53
DESAFIOS

Ansiedade é um dos maiores desperdícios de energia que um ser humano pode fazer. Esperar um problema, um confronto, representa ocupar a mente com coisas não muito boas que nos impedem, ou no mínimo dificultam, de fazer aquilo que, no momento, deveríamos estar fazendo.

Testes. Passamos por testes frequentemente, com mais frequência do que gostaríamos de admitir. Melhor que seja assim, que não pensemos muito nisso. Hoje passei por um destes, um teste importante. Se fui bem ou fui mal, em se falando de resultados finais, já não importa tanto. O que importa é que foi bem menos doloroso e difícil do que eu havia imaginado em minha ansiedade.

Do que valeu ansiar tanto?!
enviada por Pedro, o Alquimista



09/03/2004 02:47
MAIS VELHO

Ficar mais velho é engraçado. Causa tristeza por conta de tudo que você ainda não realizou e gostaria de ter realizado. Alguém já disse que poderíamos estar deixando de ser uma sociedade de consumidores para virar uma sociedade de produtores. Acho que foi o Derrick de Kerkhove. Mas como produtores, nossa cobrança é, obviamente, a da produtividade. E se não estamos sendo produtivos, não nos sentimos vivos, realizados. Cadê o tal do ócio criativo? Utopia besta que caiu por terra. Foi mal, Domenico.

Felizmente, há o outro lado da moeda. Estar com amigos, receber um carinho mais que especial de uma pessoa amada, se permitir comer e beber um pouco mais da conta e conceber projetos - estes sim, finalmente - viáveis, estas coisas fazem desse momento de envelhecimento - o aniversário - algo especial.

Envelhecemos todos os dias, mas que bom que temos um dia no ano onde isso é visto como uma coisa boa. E com amigos e amor, tudo é bom. Piegas, brega, cafona, mas verdadeiro.
enviada por Pedro, o Alquimista



05/03/2004 00:21
Para vocês verem que isso não é só piração da minha modesta cabeça:

"O problema é que as bandas mais jovens não querem se tornar rockstars porque isso deixou de ser atraente para eles. A molecada, hoje em dia, quer ser mais anônima, e eu penso um pouco diferente. Todo mundo que faz um som legal merece ser um rockstar."

Dave Mustaine, vocalista, guitarrista e líder da
histórica banda de metal Megadeth

O rock deu um tiro no seu próprio pé e eu não me conformo com isso. Estrelas! Queremos estrelas!
enviada por Pedro, o Alquimista



04/03/2004 02:18
AÊ CAMBADA!!!

Punam-me pela falta de originalidade no assunto, mas acabo de gravar não numa fitinha merreca comprada nas Lojas Americanas, mas em formato DIGITAL - é isso mesmo que você está lendo - minha primeira música instrumental!!!! Como já dito antes, chama-se "O Novo Vôo do Surfista" e é uma cópia/homenagem/quase plágio de "Surfing with the Alien" do Joe Satriani. É isso mesmo, acho que é até no mesmo tom!!!! Processem-me os burros; os mais espertos desejarão uma cópia!

Os interessados nesta gravação tosca e fundo de quintal com direito a bateria eletrônica anos 80 e efeitos de terceira categoria podem deixar seu e-mail nos comments...

Regravei a guitarra principal umas 20 vezes (sem exagero) para não errar no tema principal... na improvisação dei umas escorregadas que só guitarristas ou músicos perceberão, MAS E DAÍ?! Durante tanto tempo venho falando da minha música, e isso se torna tão abstrato quanto o sexo dos anjos, sem uma evidência palpável - digital, no caso.

Repetindo... quem quiser, leva, DE GRAÇA!!! Dá uns 3 megas...
enviada por Pedro, o Alquimista



01/03/2004 12:29
VELHICE, FALTA DE INSPIRAÇÃO E COISA E TAL

Está bem, está bem, agora tenho novos leitores e eu deveria escrever algo muito original e talvez contundente. O problema é que nesta segunda feira, na qual creio que meu corpo tenha finalmente se recuperado das loucuras de Ouro Preto, minha mente está mais lerda que uma tartaruga.



Bom, vamos tentar falar de alguma coisa. Sou um músico à moda antiga. Neste carnaval ficou claro que sou um VELHO. Eu e alguns amigos gostavamos de VELHARIAS do rock FAROFA como Kiss, Van Halen, enfim, farofa total!!!



E mais importante, os INFELIZMENTE poucos lembrados LIVING COLOUR e EXTREME.





Minha banda é uma tentativa de imitar estas duas últimas, ou seja, de fazer um rock funkeado, hard rock sem a "quadradice" do rock convencional. Outras bandas que fazem um rock bastante suingado são o Rappa e o Planet Hemp, bem como Red Hot, Infectious Grooves e, às vezes, Faith No More e Mr. Bungle.

Mas a verdade é que eu sempre quis fazer um som cheio de riffs ligeiros como lebres no cio, vocais com mais emoção que um evangélico despossuído, e solos de guitarra mais alucinógenos que a colônia que sua vó usa no chá das cinco! Se conseguirei tal objetivo, só o tempo dirá. Por enquanto, prefiro saber que sou um cara à moda antiga, e que isso não é problema.



Ah! Ainda no terreno das velharias, vale dizer que meu amigo Emidio Malmsteen (apelido auto intitulado) me apelidou de Pedro Bettencourt (em homenagem ao fodaço Nuno, do Extreme). Muito generoso esse amigo, de forma que postarei seu link, aqui:

http://www.fotolog.net/emidiomalmsteen

Segunda feira pouco inspirada é isso aí! Eu amo vocês!

enviada por Pedro, o Alquimista



27/02/2004 11:29
CARNAVAL

Carnaval é loucura
e conseguir controlar essa loucura
Carnaval é atração pelo sexo oposto
e nem sempre os opostos se atraem
Carnaval é fugir da realidade
para construir uma nova e fugaz
Carnaval é perder o rumo
para encontrar vários caminhos
Carnaval é gente nova
mas também é saudade
Carnaval é a festa da carne
que une os amigos em espírito
Carnaval mata a sede
e cede, sem perdão, na quarta feira
enviada por Pedro, o Alquimista



19/02/2004 11:15
QUEREMOS ESTRELAS!!!!

Não posso fugir do assunto do momento: celebridades. Podem fechar o browser se quiserem, achando que vai ser "ainda mais um artigo sobre fama". E é mesmo. Mas de um prisma muito único.

Em 1992, um bando de jovens despretensiosos de Seattle encheram o saco do glamour e dos excessos que estavam associados ao rock. Sabiam que não precisavam de glitter e cabelos mais bem cuidados que os da Adriana Esteves para fazer rock de verdade. E, de fato, precisar ninguém nunca precisou. A nova imagem do rock era despojada e até meio feia. Mas tinha um frescor de espontaneidade do qual o rock jamais saiu.

A regra, desde então, é usar camisa básica, ser despretensioso e não agir como estrela. Vocais agudíssimos, desafiando os limites do tolerável (ou da Whitney Houston) são motivo de chacota, assim como solos de guitarra cheios de efeitos e milhares de notas por segundo. Tudo que, não só na imagem, mas mesmo sonoramente arremeta aqueles tempos de "glam metal" acabou. Ficou restrito àquele pequeno gueto da turma que curte metal melódico - onde a técnica está presente até demais, tornando as músicas verdadeiras olimpiadas da técnica. Ou seja, chatíssimas.

O rock deixou de gerar stars, e o espetáculo acabou. Hoje, o que guia as grandes massas nos EUA - e todo mundo que é guiado pelas modas aqui, também - é o rap. Erroneamente chamado de hip-hop, termo que engloba toda a cultura negra adjacente ao rap, este gênero musical começou como forma de protesto e expressão de uma minoria revoltada.

Desde sua origem, no final dos anos 70, até hoje, o rap mudou muito. Surgiu uma vertente - o gangsta rap - que exaltava a bandidagem e fazia duras críticas às autoridades policiais. Essa linha, curiosamente, encontrou ecos no rock nacional do Rappa, do Pavilhão 9 e do Planet Hemp. Para artistas como estes, o policial ainda representaria uma força de autoridade branca, opressiva, que continua até hoje a ver o negro como escravo. Não sou eu quem diz isso: o Rappa tem uma música chamada "Todo Camburão tem um Pouco de Navio Negreiro"...

Mas, nos EUA, até isso foi superado. Os rappers se tornaram super astros e seus clipes são odes ao luxo e a um hedonismo sem limites. Ao invés de continuar a lutar por seus irmãos menos glamourosos nos guetos, os rappers americanos usam e abusam do tal do "culto da personalidade" para se promoverem como super-heróis da consciência negra. Seus louváveis atributos? Gostar de jóias, carrões e mulheres.

E não é que são justamente atributos bastante similares aos ostentados pelos cabeludos do final dos anos 80, início dos 90? E se o lema do excesso era "sexo drogas e rock n´ roll", não seria a máxima contemporânea "sexo, grana e rap"?

O que estou tentando demonstrar aqui é que, a despeito de meu gosto pela sagrada tríade do grunge - Soundgarden, Nirvana e Pearl Jam - a atitude deste movimento minou o poder do rock para todo sempre. O rock deixou de ser a música da juventude, e os roqueiros não são mais ídolos. Os solos de guitarra acabaram, e, dizia uma matéria na Veja, "as guitarras não são mais símbolos fálicos".

Onde tudo isso leva? À uma enorme pobreza musical. A despeito do que Adorno possa ter falado sobre a pobreza da música popular, o rock sempre foi muito mais rico do que o rap. Para começar, o rock tem melodia!!! Tenho muito respeito ao rap verdadeiro, aquele que ainda protesta e representa uma luta político social das mais respeitávels, mas musicalmente, ele é fraquíssimo. Mas a batida, o ritmo, tem um poder agregador - pela dança - enorme. Aliás, que fique bem claro meu respeito ao rap nacional: a turma do ritmo e poesia brazuca ainda não se corrompeu pelo sucesso, e sinceramente duvido que isso vá acontecer. Aqui, o buraco é mais embaixo.

O que eu quero dizer é que, apesar da fuga do estrelismo dos roqueiros, o povo sempre quis isso, e sempre vai querer. O povo quer se tornar massa, quer ser o anônimo que vai venerar aquele que se destaca. Prova disso é que os rappers são admirados, e tenho certeza que seus excessos têm muito a ver com isso.

Não adianta subir num palco e fingir que você é apenas mais um, porque não é. Subiu no palco, já era: você está mudado para sempre. Assumiu um arquétipo - louco, rei, guerreiro, amante, não importa qual - e deve interpretá-lo com a maior conpetência possível. O que não significa deixar de ser você mesmo. Pelo contrário. Só pergunto: por que não assumir logo a posição de pessoa notória e caminhar a trilha do glamour por inteiro?
enviada por Pedro, o Alquimista



17/02/2004 21:58
TALVEZ ninguém tenha percebido, mas estive muito mal no mês de Janeiro. Estava realmente desmotivado para tocar minha vida adiante, e o único lampejo de esperança foi minha pequena apresentação no show do Nabuco.

Como saí dessa? Bem, é tão simples e tão difícil...

Uma coisa é certa: somos nós mesmos que criamos grande parte de nossos problemas. Tecemos nossa teia e quase com prazer nos jogamos nela. Sair dela, é outra história. Aquele tecido grudento é tão pegajoso que, ao forçá-lo, acaba arrancando parte da sua pele junto.

Mas é melhor a dor do que a imobilidade, é melhor sofrer do que ficar parado, pois só não sofre quem não ousa sair do casulinho. Todos nós temos nosso dia de romper com isso e virar borboleta, por mais gay que isso possa soar.

Está bem, vocês sabem de muito do que eu penso sobre masculinidade, mas realmente, borboleta é meio forçação de barra. Serve esse bicho?


enviada por Pedro, o Alquimista



15/02/2004 13:06
Engraçado como certos discursos meio machistas associam tudo que tem uma certa dose de delicadeza, vulnerabilidade e, por que não, fragilidade, há fraqueza. Nesta linha de pensamento, fala-se muitas besteiras, do tipo "homem não chora", "trepar é melhor que fazer amor" e "bonzinhos são fracos".

ESTÚPIDO.

Há de ser forte para ser bom. Ser bom e não ser forte é ser passivo e submisso - isso sim é condenável. Ser bom implica em saber dizer "não" e saber que lutas escolher - e não lutar a toa.

Homens choram. Homens de verdade. Choram por amor, choram por amores possíveis mas finitos. Fugazes, mas eternos.

E, finalmente, quem foi que disse que você não pode trepar com quem você ama? Quem foi que disse que você não pode ter o sexo mais animal com alguém que fala não só a sua carne rígida, mas também a seu coração e sua alma?

A festa acabou e há apenas serpentina e confete no chão do salão. Mas aquele baile será lembrado para sempre.
enviada por Pedro, o Alquimista



14/02/2004 06:46
Muito bem, a imagem é tosca, mas é essa a belezinha que me acompanha.



Eram exatamente seis da manhã quando adentrei meu quarto. Estava tomado pelo fedor de cigarros e o corpo leve, leve demais, em função de choppes encorpados do Cervantes. Era o primeiro degrau na escada para o céu.

O segundo degrau foi abrir o estojo e plugar a minha lindinha. Ficamos nos curtindo durante um bom tempo, eu a tocava e ela gemia, um gemido de prazer mútuo, ora fugaz ora duradouro. Eu a amo de um jeito que não posso amar nenhuma mulher. Já disse isso antes, mas damos e recebemos na mesma proporção.

Ela não me pede nada, e mesmo assim, lhe dou minha completa devoção. Em troca, tenho orgasmos. Tácteis e auditivos. Acho que isso é uma forma de amor.
enviada por Pedro, o Alquimista



12/02/2004 10:26
COMEÇAR DO ZERO

Eu olhei a rua, atrás de mim, e não havia ninguém. A chuva era um castigo divino, e nada faria para purificar nem a mim nem ninguém. Sim, aquela estrada antiga já era velha conhecida e, como dizia a nova amiga a meu lado, não valia a pena trilhá-la novamente.

Às vezes na vida a gente tem que mandar tudo às favas e fazer exatamente aquilo que a gente já sabia que devia ter feito há tempos, mas faltava coragem de fazer.

Eu não sei que estrada me espera adiante, mas a antiga não servia mais.



enviada por Pedro, o Alquimista



11/02/2004 12:55
MOMENTO POLÊMICO

"Se existe um Deus, ele nos deve um monte de explicações"

- Robert De Niro
enviada por Pedro, o Alquimista



08/02/2004 18:42
MORTE, FORÇA E TEIMOSIA

Nieztche disse algo do tipo "aquilo que não nos mata nos torna mais fortes". E é verdade. Há forças tentando me impedir de chegar a um certo lugar. Elas são insistentes, incômodas e particularmente irritantes. Só que elas não são tão insistentes quanto eu.

Teimosia: essa se tornou a palavra de ordem para mim. Vou ser teimoso, chato, insistente, se for o que se precisa para chegar lá. Podem continuar mandando suas chuvas, bombas, tempestades e dias insossos. Podem continuar me enchendo de tédio e repetição. Podem continuar brincando com minhas expectativas. Podem continuar, porque não vai adiantar nada, só vai me deixar com mais vontade de encarar e vencer.

Agora é pra valer. Enquanto não conseguir o que quero, nada vai me parar. Passei a quinta marcha e ninguém me segura.

Nem eu mesmo.
enviada por Pedro, o Alquimista



07/02/2004 14:52
Caros (as),

Depois de tantos comentários legais sobre o post anterior, eu deveria publicar um pequeno texto dos mais otimistas, elevados, e etc... mas não o farei. Gostaria de pedir a atenção de vocês para alguns versos de uma banda que eu amo, e cujo conteúdo pode ser simplesmente descrito como A MAIS PURA VERDADE.

Informações adicionais: o Living Colour lançou essa música em seu segundo álbum, "Time´s Up" e essa música encerra o disco. BAIXE HOJE MESMO!!!! Li no site deles que é a música que encerra o show das turnês atuais, também. Ter essa música, com essa mensagem poderosa, no final do show, é algo que me arrepia (literalmente) só de pensar.

Parece coisa de menininha de 15 anos ficar botando letras no blog. E deve ser mesmo. Mas como diria tão iluminada filósofa, "tô nem aí". Ah, e não vou traduzir, não. Se vira, malandro!

LIVING COLOUR - THIS IS THE LIFE

In another life
You might have been a genius
In another life
You might have been a star
In another life
Your face might have been perfect
In another life
You'd drive a better car

In another life
All your jokes are funny
In another life
Your heart is free from fear
In another life
You make a lot of money
In this other life
Everything is clear

In another life
You're always the hero
In another life
You always win the game
In another life
No one ever cheats you
In another life
You never have to change

In another life
Your friends never desert you
In another life
You never have to cry
In another life
No one ever hurts you
In this other life
Your loved-ones never die

But this is the life you have
This is the life you have
This is the life you have
This is the life

In another life
You're always the victim
In another life
You're always the thief
In another life
You are always lonely
In this other life
There is no relief

In your real life
Treat it like it's special
In your real life
Try to be more kind
In your real life
Think of those that love you
In this real life
Try to be less blind
enviada por Pedro, o Alquimista



06/02/2004 11:26
Em primeiro lugar, permitam-me congratular a todos, menos a Sra. Kla, pelo extremo bom gosto musical em concordar comigo quanto a minhas referências pré-jurássicas do post anterior. E, Sra. Kla, se não gostou da minha referência a sua pessoa, pode vir resolver o problema ao vivo rárárárárárá (adoro provocar!).

Em segundo e exponencialmente mais importante é o fato de que assisti ao show de duas ótimas bandas do underground - ou deveria dizer "cena indendente" - carioca. Gostaria de falar algumas palavras elogiosas quanto à essas bandas. Acho que, às vezes, eu passo uma imagem de ser um egocêntrico narcisista no mais alto grau, e isso não é verdade. Sei reconhecer - e até aprender com -pessoas de talento quando vejo. E em matéria de talento, o Clarim Diário é uma represa transbordando.

Ah! As fotos são aqui publicadas sem a menor permissão ou autorização. Matem-me, se acharem que fui desrespeitoso com suas imagens!



Clarim Diário... excelente banda, cuja reputação fala por si mesma. O grupo só tem composições FORTES e MELODIOSAS. Para falar a verdade, o resultado que eles concebem, em termos de juntar pegada de rock n´ roll com melodias bonitas, é justamente o que eu pretendia fazer com a minha banda desde o início! E o Clarim tem ajudado a apontar algumas formas de fazer isso. Não se trata de imitação, mas sim inspiração. Obrigado, Clarim! E parabéns atrasado para Vivian, a vocalista com o maior sorriso do planeta Terra, e simpatia idem!



Acima: Vivian e seus companheiros de crime em momento glam...

A combinação de boas vozes e guitarras bem tocadas mostra que o Clarim Diário é uma dessas raridades que deixa claro que "ainda existe vida inteligente no rock". Aproveito para comentar que, dentro desta leva de "bandas inteligentes", está o original Narjara, cujos integrantes Quik e Marla (é isso mesmo?) também são da "patota". Veja a foto dessas pessoas simpáticas:



A feliz surpresa da noite foi a banda Reverse - eu juro que conheço esse vocalista de algum outro lugar - que tem como integrante o baixista Guilherme, um dos muitos candidatos ao cargo na minha banda! No show, Guilherme mostrou a que veio, com linhas de baixo redondíssimas. Em uma outra vida possível, ele teria sido um integrante ideal no Dr. Metrópolis, mas "em outra vida..."*



O vocalista, que eu esqueci o nome (!!!!), além de tocar uma boa guitarra, tem uma das poucas vozes bem trabalhadas por aí. Assim como Sandro e Vivian, do Clarim, o cara canta muito bem, e as melodias são muito boas! Influências de Beatles e Radiohead?



O destaque do Reverse é o guitarrista Márcio (outro que eu não tenho certeza do nome!!!)... o cara entrou no palco com um monte de pedais de efeitos que me deixaram desconfiado. Eu pensei "ih, quero só ver se isso aí é pra valer ou é presepada". É pra valer. Márcio usa os efeitos de forma coerente, sabendo criar ambiências psicodélicas e preenchendo o vazio das músicas. Numa época em que ser guitarrista é confundido com esmurrar acordes, ouvir algo tão bem feito é simplesmente estimulante.

Bem, pessoal é isso aí! Sorte, garra e inspiração para todo mundo! E mais uma vez, obrigado por fazerem o que fazem. Cada show de uma banda boa que eu vejo serve de inspiração para mim, e eu volto para casa com meu universo auditivo transformado para sempre. Valeu mesmo!

*referência a Living Colour, "This is the Life"
enviada por Pedro, o Alquimista



03/02/2004 12:00
Queridos amiguinhos e amiguinhas, o post de hoje é sobre quatro bandas dos anos 70 das quais hoje em dia não se fala mais. Para falar a verdade, não posso nem ser acusado de saudosismo, visto que era apenas um neném na época em que essas bandas estavam em atuação.

Mas a filosofia por trás desse post é outra: hoje em dia, todo mundo adora falar em mistura de sons, meu som é mistura disso ou daquilo - eu mesmo faço isso. O que ninguém - ou quase ninguém - se toca é que lá atrás, há mais de 24 anos, haviam músicos - excelentes, por sinal - já rompendo as barreiras do aceitável e do verossímil em direção a sons originais. Vamos lá!



A Cor do Som era um grupo liderado por Armandinho, guitarrista excepcional, "virtuoso", que é até hoje reconhecido como um dos melhores do Brasil. O som misturava rock progressivo com CHORINHO!!! Valia a pena toda a turma que está descobrindo hoje o chorinho dar uma ouvida nessa banda.



O que dizer de Mutantes? A reputação deles como banda boa é internacional - influenciaram mesmo o excelente cantor Beck - e eles eram tão originais quanto um Frank Zappa ou um Genesis da vida. Tinham um senso de humor comparável ao Monty Python e ousadia comparável à dos Beatles. Difícil acreditar que a excelente e pirada Rita Lee virou a caricatura de si mesmo que é hoje.



Ah, essa banda é realmente ESTRANHA!!! O visual pintado certamente faz as pessoas associarem o Secos e Molhados aos sons mais agressivos de Alice Cooper, Kiss ou até mesmo Marilyn Manson, mas o Secos e Molhados não era nada assim. Pelo contrário, o som deles é EXTREMAMENTE MELÓDICO, com músicas cantadas a três ou até quatro vozes. Como era de praxe na época, as letras falavam de coisas cósmicas e transcendência, mas havia também lugar para palhaçada. Não vale a pena ter preconceito com Ney Matogrosso por ele ser uma bicha louca: o cara canta MUITO e é um showman de primeira.



E finalmente, os Novos Baianos. Pena que não consegui uma foto decente deles na época, só essa da reunião. Aliás, dei o CD da reunião deles para minha ex e é realmente maravilhoso. Pepeu Gomes é um dos melhores - se não o melhor - guitarristas do Brasil e Baby do Brasil é animada como uma menina de 15 anos. A banda alcança uma mistura perfeita e provavelmente insuperável entre samba e rock, com músicas inesquecíveis e contagiantes à primeira ouvida.

É isso, galera!!! Saudações musicais a todos!
enviada por Pedro, o Alquimista



01/02/2004 12:49
Finalmente uma noite bem dormida... curioso que tenha sido justamente a noite de sábado, este dia da semana em que, de acordo com a nossa organização do tempo, deveria ser reservada a atividades mais ou menos dionisíacas.

Mas na verdade, estive entregue a atividades oníricas. Freud estava certo: precisamos do sono, do sonho. Não li o livro do cara sobre os sonhos, mas o pouco que estudei sobre isso dizia, em termos leigos, que precisamos do sono, senão PIRAMOS. E acho que é bem por aí: todos temos frustrações, ansiedades, raiva, desejos e tudo mais que podem ser aplacados - ou pelo menos aliviados - nos sonhos.

Sonhei com tanta coisa que esqueci tudo. Só lembro o assunto (vagamente).



enviada por Pedro, o Alquimista



30/01/2004 03:32
Certas músicas inspiram a gente. Posso falar de algumas:

- With a Little Help From My Friends - versão Joe Cocker
- You Never Give Me Your Money - Beatles
- Angel - Massive Attack
- Are You Experienced? - Jimi Hendrix
- Só Pra Te Mostrar - Daniela Mercury & Herbert Vianna

A lista está longe de ser conclusiva. Mas - sem puxação de saco - permitam-me incluir na lista músicas de colegas do underground que me inspiraram de alguma forma:

- Manhattan - Clarim Diário
- Depois do Leite - Nabuco
- Geração X - Besouro Zorah

E pra terminar, tem uma música do Herbert Vianna (sempre ele... algum dia eu ainda saio da sombra desse cara!) que eu não sei o nome, mas que é linda e tem os seguintes versos:

"Quando anoiteceu
nenhuma luz em nossa casa se acendeu
Aonde você estava?
Aonde estava eu?"

Onde? Só estou ainda tentando entender o que a Joana quis dizer com "deixar a lanterna num lugar alto". Explicações, por favor.

enviada por Pedro, o Alquimista



28/01/2004 01:39
BOTA PRA FORA

O coração as vezes vira cofre, mas devia ser lanterna. Mera redoma transparente para guardar uma chama que sinaliza nossa presença e ilumina o caminho para os amigos e amados na longa noite. A vida é uma longa noite, um andar meio perdido, quase tateando, por essas árvores altas que não nos deixam ver o céu, até que encontramos uma clareira e vemos o firmamento pintado de estrelas. Nem Van Gogh mostrou o firmamento tão bonito quanto ele é, na verdade, longe das cidades.

Desfazer o cofre, desatar o nó, botar para fora aquilo que pesa, que precisa ser dito. Dar o amor e não esperar nada em troca - somente ser ouvido.

Vivo, em relação a uma pessoa especial, o tipo de amor mais estranho que eu consigo imaginar: um amor completo, mas cuja premissa é que ele não mais seja consumado. Já foi o tempo para isso. Agora, a distância é fundamental neste amor. Juntos, tudo estava indo em direção à aspereza e ao frio. Agora, distante, posso sentir amor. Eu - e agora ela - sabemos disso. Bastou um pouco de coragem de contar para ela.

É estranho compartilhar isso com vocês, mas sei lá, se isso puder inspirar vocês a dizerem para alguém especial algo que vocês, por algum motivo mais ou menos besta, não falaram ainda, então eu terei feito algo mais do que simplesmente relatar minhas historinhas.

Coragem e persistência (para todos nós).
enviada por Pedro, o Alquimista



26/01/2004 12:27
HORA DE REFLEXÃO

Parece que meu ano novo não foi em primeiro de janeiro, mas sim no último dia 24 (sem trocadilhos, por favor). Foi quando fiz uma pequena mais impactante participação no show "Nabuco Duets", comemoração de cinco anos de existência e androginia da banda Nabuco on the Roxy. Para falar um pouquinho desse show, vamos fazer um pequeno retrocesso em minha história pessoal.

Durante praticamente todos meus anos de faculdade (1995-2000) a música, paixão da adolescência, ficou relegada a segundo plano. Toda sorte de sonhos e projetos megalomaníacos me dominaram, como ser um desenhista de quadrinhos e até mesmo cineasta. Na verdade, em todas essas atividades eu buscava a grandiosidade dos palcos, o glamour e a liberdade plena de se expressar através da música. Por que procurei isso na imagem, e não no som, eu não faço idéia, mas não vale a pena ir fundo nisso, senão vira sessão de análise!

Foi em 2000 que eu conheci o Nabuco. www.queronabuco.com Aquela performance estranha, letras que eram totalmente auto-referentes, um narcisismo coletivo em alto grau... era ridículo, mas ao mesmo tempo era lindo... lembro de pensar "esses caras são uns palhaços, mas é autêntico... eles não estão forçando a barra... eles são aquilo mesmo... what you see is what you get"...

Pedaços de suas letras me deixaram realmente louco, pensando no que eu estava fazendo com a minha vida... enfim, confira:

"E todo mundo lá no fundo
deseja ser um rock star"

E ouvindo isso, tentando (em vão) ficar com a garota que depois viria a ser a minha mais importante namorada (a única mulher que eu realmente amei), pensei em todas as besteiras que eu já fizera e que eu estava fazendo, ao ouvir essa maravilhosa estrofe:

"Depois do leite
A hora é crescer
Aprender novos verbos
Cometer antigos erros"

Cometer antigos erros... e meu erro mais antigo - aquele que durou cinco anos de faculdade, ou melhor, aquele que durou a vida inteira, foi (tem sido?!) mentir para mim mesmo, fingir que eu quero algo que eu não quero. E depois, na mesma época, quando assisti o show do extinto Besouro Zorah, tive certeza: eu TINHA que montar uma banda novamente.

Vão-se lá quase 3 anos, várias formações, e minha banda, o Dr. Metrópolis continua apenas engatinhando. Mas minha participação no Nabuco Duets, apresentado como membro de uma banda promissora, foi honrosa não só pelos elogios, mas principalmente pela dádiva - presente divino - de poder tocar a música que me inspirou e cantar aqueles versos tão simples e tão verdadeiros ("Depois do Leite", citados acima). Cometeremos antigos erros? Provavelmente. Mas aprenderemos novos verbos, e verbo significa ação. Foi o verdadeiro começo para um ano recheado de música e amor (no sentido mais universal da palavra). O começo do recomeço.

Nesse momento, sinto um amor enorme pelo mundo e pela vida, e me dá vontade de chorar. Juro, as lágrimas estão aqui, nos olhos, querendo passar pelas olheiras e descer. Eu amo todos vocês.
enviada por Pedro, o Alquimista



23/01/2004 11:46
NOTÍCIA DO DIA

Estou pensando em me converter ao Zen-Budismo. Mas não àquela vertente da doutrina prega virar monge, fugir do mundo, mas outra, que prega viver aqui, agora, com um espírito caridoso e desapegado.

Para um cara que se apaixona fácil como eu (não só por mulheres, mas por tudo) não vai ser mole...

Namasté!
enviada por Pedro, o Alquimista



21/01/2004 01:38
Quem está aí já está, quem não está não é, quem não é não sabe, quem não sabe não cobra, quem não cobra volta pra casa de bolso vazio. Quem está vazio não flutua, e o saco não fica em pé. O sapo não lava o pé, não lava porque não quer. E o vôo só volta quando o vinho foi vencido sem vacilo.



Bom dia.
enviada por Pedro, o Alquimista



17/01/2004 15:38
UM BAIXISTA, UMA CAMPANHA

No rock, o baixista é o músico que toca um instrumento chamado contrabaixo elétrico - baixo para os íntimos. Instrumento que gera os mais infâmes trocadilhos ("você toca baixo? mas tem que tocar alto!" ou "você toca baixo? que bom, pelo menos não incomoda os vizinhos"), o baixo geralmente acompanha a bateria nas viradas e na manutenção do ritmo. Em estilos mais dançantes, como o soul, o reggae e o funk original, o baixo é muito marcante, e é ele que dá "a graça" da música.



Algumas linhas de baixo famosas são as de "Come Together", dos Beatles, "Groove is in the Heart", do Dee-Lite, entre várias outras (quem quiser sugerir, tenha a bondade). O baixo é um instrumento frequentemente deixado em segundo plano no rock, o que eu considero um erro tremendo. Os roqueiros deviam aprender com o pessoal do soul e do funk como o baixo pode des-quadradar a rigidez do rock e deixá-lo mais suingado. Claro que já teve muita gente que fez isso, mas nesses tempos de hardcore besta, em que baixistas tocam com palheta, essa parece uma arte esquecida.



Sem dúvida, o tipo de som em que mais se escuta o baixo na atualidade é, por motivos óbvios, o drum n´ bass. Como o nome implica, é aquele estilo de música eletrônica em que predominam o baixo e a bateria, sendo todos os outros sons (não sei se pode-se falar aqui em "instrumentos") são complemento. Mas o importante na pista de dança é um groove rolando, o resto tudo é tempero.



TODA ESSA EMBROMAÇÃO só para chegar no seguinte ponto. Amigos, amigas e outros tipos, minha banda, o DR. METRÓPOLIS, está sem baixista a meses. Na melhor tradição das correntes "ajude os ursos da Malásia a serem salvos da extinção", faço um apelo: participe da corrente de mentalização e pensamento positivo pelo baixista. Nós precisamos de um baixista responsável, amigável, e que toque minimamente BEM!!!



BICHO vocês não sabem a frustração que é você ter um PORRILHÃO de músicas para mostrar ao mundo (e consequentemente conquistá-lo) e não ter como... ajude o Dr. Metrópolis!!!



Mande-nos suas vibrações positivas!!!



enviada por Pedro, o Alquimista



15/01/2004 00:36
BABAÇÃO DE OVO DO DIA

O babado, digo, homenageado do dia é JOE SATRIANI. Meu entusiasmo por este grande guitarrista é tanto que escrevi uma música totalmente inspirada nele. Vamos falar honestamente: É CÓPIA MESMO. Mas, para amenizar a falta de originalidade deste que vos escreve, botei um título de "REFERÊNCIA" ao cara. A música é instrumental e se chama "O NOVO VÔO DO SURFISTA". Para os que não conhecem bem Satriani, segue abaixo uma explicação visual:



O som de Satriani tocou durante muitos no Video Show e em programas de surf... se você lembrar daquela clássica guitarra que ficava rolando nos programas de surf mais antigos, pode apostar: tem Satriani na área.

www.satriani.com

Mas tem também os imitad... quero dizer, os discípulos! O surfista está novamente livre da órbita da Terra, pronto para singrar as profundezas do espaço!

enviada por Pedro, o Alquimista



12/01/2004 23:46
Intão, meu...

São Paulo é demais. Mas estou cansado da viagem, então depois eu conto o que for interessante. O que não me impede de utilizar-me de "escrita-trailer".

Mulheres.
Confusão.
Rock n roll.
Na cidade mais louca do Brasil.

O ALQUIMISTA EM SAMPA

Breve nos cinemas.

enviada por Pedro, o Alquimista



09/01/2004 11:35
O que dizer?

O que falar?

Para onde olhar?

E há o que ver?

Coisas demais para ver. Imagens demais, e vozes demais. Como interpretá-las? Ainda podemos entendê-las? E caso afirmativo, fará alguma diferença, no final das contas?

Estou pensando, pensando, pensando... mas é bom me mexer um pouco, porque "pensando morreu um burro".



enviada por Pedro, o Alquimista






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